Beata Chiara Luce

29 de Outubro | Santo(a)

Os pais de Chiara, Maria Teresa e Ruggero Badano, casaram-se com 26 anos, mas tiveram que esperar 11 até que tivessem um filho. "Mas percebemos logo que não era filha apenas nossa, era, antes de tudo, filha de Deus, e como tal a devíamos educar, respeitando a sua liberdade", conta Maria Teresa.

Foi com nove anos e meio que Chiara conheceu o Gen e, ao mesmo tempo, que Deus é amor. "Foi um momento fundamental para a vida de Chiara", testemunha Ruggero.

O início da caminhada mais íntima de Chiara rumo ao seu Esposo Jesus, como gostava de chamá-Lo, começou em 1989, quando estava prestes a completar 18 anos. Ela enfrentou o diagnóstico de um osteosarcoma, tipo de câncer nos ossos, após sofrer uma forte dor nas costas durante uma partida de tênis.

A propósito, ela era uma "esportiva por excelência" e gostava de patinação, montanhas e mar, como lembra sua mãe. "Era uma menina cheia de vida: gostava de rir, cantar e dançar. Era uma jovem maravilhosa", complementa.

"Chiara, não tenha medo de dizer-lhe o seu sim, momento por momento. Ele lhe dará a força, esteja certa disso! Eu também rezo e estou sempre aí com você. Deus lhe ama imensamente e quer penetrar no íntimo da sua alma e fazer com que você experimente gotas de céu. 'Chiara Luce' ('Clara Luz') é o nome que escolhi para você. Você gosta? É a luz do Ideal que vence o mundo. Eu o mando a você junto com todo o meu afeto…", escreve a fundadora do Movimento dos Focolares, Chiara Lubich, em uma das cartas da intensa correspondência que as duas trocaram durante o período da doença

Chiara Luce é a primeira membro do Movimento dos Focolares a ser beatificada

E os 25 minutos? A mãe da jovem beata conta essa história, que aconteceu logo depois da primeira sessão de quimioterapia a que Luce teve que se submeter:

"Naquele dia, eu não podia acompanhá-la, porque estava com flebite e o médico tinha me proibido qualquer movimento. Depois de duas horas intermináveis, Ruggero e Chiara voltaram. Ela vinha na frente, caminhando lentamente, vestida com a sua jaqueta verde. Tinha o rosto sombrio e olhava para o chão. Perguntei como tinha sido e ela, sem me olhar, respondeu: 'Não diga nada agora', e se jogou na cama com os olhos fechados. Aquele silêncio era terrível, mas eu tinha que respeitá-lo. Eu olhava para ela e pela expressão de seu rosto via toda a luta que estava travando interiormente para dizer o seu ‘sim’ a Jesus. Passaram 25 minutos. De repente ela se girou na minha direção, com o sorriso de sempre, dizendo: 'Agora você pode falar'. Naquele momento eu me perguntei quantas vezes ela iria ter que repetir o seu sim, no sofrimento. Mas Chiara precisou, como eu já disse, de 25 minutos, e desde então nunca mais voltou atrás".

Chiara veio a falecer em 7 de outubro de 1990. Ela mesmo havia preparado tudo: as canções de seu funeral, as flores, o penteado, o vestido de noiva, para a sua 'festa de núpcias' com o Senhor.

"As suas últimas palavras – que não foram o seu último ato de amor, porque esse foi a doação das suas córneas a dois jovens – quando se despediu, foram: 'Tchau mamãe! Esteja feliz, porque eu estou feliz'", relata Maria Teresa.

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