Santa Lídia

3 de Agosto | Santo(a)

Hoje a Igreja celebra a memória litúrgica de Santa Lídia, padroeira dos tintureiros. Convertida por São Paulo, a devoção a ela é uma das mais antigas da história cristã.

A veneração a Santa Lídia é uma das tradições mais antigas da cristandade e sua história encontra-se registrada nos Atos dos Apóstolos. São Paulo estava em sua segunda missão pela Europa, acompanhado de São Lucas, Timóteo e Silas. Chegaram à cidade de Filipos, na Macedônia, considerada porta de entrada do continente.

Tratava-se de um importante centro urbano do Império Romano. Tanto que o lugar possuía status de colônia, ou seja, seus habitantes tinham cidadania romana e, consequentemente, todos os direitos e privilégios que isso representava. Paulo e seus discípulos passaram alguns dias na cidade e decidiram estender sua estadia até um sábado, pois era o dia em que os judeus da região se reuniam para orações.

Como Filipos não tinha uma sinagoga, o local escolhido para o encontro eram as margens do pequeno rio Gangas, que passava às portas da cidade. Dirigindo-se para lá, começaram a falar com as mulheres que já estavam reunidas. Entre elas, encontrava-se Santa Lídia, uma rica comerciante de púrpura, nascida em Tiatira, na atual Turquia.

Ela, seguidora da fé judaica, ouvia com muita atenção as palavras de São Paulo e seus companheiros. E Deus abriu seu coração para que aderisse ao chamado que aqueles homens faziam.

Ao fim da pregação, Lídia quis juntar-se a fé cristã e ser batizada. Seu testemunho conseguiu converter também toda a sua família. Depois disso convidou os apóstolos a permanecerem em sua casa, caso eles a considerassem fiel ao Senhor. E os forçou a aceitarem.

Lídia foi a primeira europeia convertida à fé em Cristo e sua casa tornou-se a primeira Igreja em solo europeu, uma grande conquista para os apóstolos. Ela, uma comerciante bem sucedida que possuía grande prestígio social e era muito respeitada pelos filipenses, usou de suas capacidades de liderança para levar a palavra de Cristo para dentro dos lares, auxiliada por outras mulheres.

Manteve um forte laço de amizade com São Paulo, tornando-se uma importante difusora do Evangelho no Ocidente nos tempos do cristianismo primitivo.

Paulo e Silas chegaram a ser presos enquanto evangelizavam na região. Ao serem milagrosamente libertados por causa de um terremoto, foram para a casa de Santa Lídia consolar os irmãos que lá estavam e depois partiram. Foi a essa comunidade que mais tarde São Paulo escreveria a Carta aos Filipenses.

Sobre a pessoa de Santa Lídia, sabe-se que foi a chefe de sua casa. Não se tem certeza se era solteira ou viúva. Segundo relata o livro de Atos dos Apóstolos, havia sido uma pagã convertida à religião judaica e temente a Deus.

Na época em que conheceu São Paulo, a religião judaica havia sido banida de Roma pelo imperador Cláudio e, portanto, sua prática era proibida dentro da cidade de Filipos. Por isso Lídia costumava se reunir com os demais judeus à beira do rio, próximo à entrada da cidade, para ali rezarem juntos.

Santa Lídia é venerada como padroeira dos tintureiros, pois era comerciante de púrpura, um corante usado apenas em tecidos finos, como seda e lã de alta qualidade. Os tecidos tingidos com essa cor eram muito valiosos na época e usados como símbolo de importante posição social. Costumava ser consumido por nobres, reis e rainhas.

A devoção a ela existe desde os primórdios do cristianismo, estando seu nome escrito nas catacumbas onde os cristãos costumavam se reunir escondidos devido à perseguição que sofriam pelas mãos do Império Romano.

Como uma praticante bem sucedida da profissão, é também invocada como a padroeira dos comerciantes.

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