São João José da Cruz

5 de Março | Santo

Hoje a Igreja celebra a memória litúrgica do franciscano São João José da Cruz, padroeiro dos que desejam o dom da obediência. Adotando São Francisco de Assis como modelo, viveu a humildade e pobreza. Cuidou dos doentes e se empenhou em edificar mosteiros e o ramo alcantariano da Ordem Franciscana em seu país.

O santo celebrado hoje carrega em seu nome o de dois outros grandes santos: João Evangelista, o discípulo amado de Cristo, e José, o pai de Jesus. Trata-se de São João José da Cruz. Nascido na Itália, numa ilha chamada Ísquia, no dia 14 de agosto de 1654, foi batizado com o nome de Carlos Caetano Calosirto e educado no colégio dos padres agostinianos da ilha.

Tinha uma grande admiração por São Francisco de Assis. Aos 15 anos decidiu ingressar na vida religiosa, entrando para a Ordem Franciscana. Adotou para si o nome de João José da Cruz e fez o noviciado sob orientação do padre José Robles.

Em 1671, foi enviado junto com um grupo de onze sacerdotes, entre os quais era o mais jovem, para ajudar a construir um mosteiro em Piedimonte d’Alife. Encontraram muitas dificuldades no local. Teve de juntar as pedras com suas próprias mãos, depois usando cal, madeira e uma enxada, ergueu os alicerces da construção.

A principio os outros sacerdotes acharam que ele era louco, mas vendo seu empenho, tanto eles quanto o povo da região se puseram a ajudar o frade. Em pouco tempo um grande convento estava edificado. João José foi ordenado sacerdote em 1677. Aos 24 anos tornou-se mestre dos noviços e guardião da ordem do convento.

Em seu tempo em Piedimonte, construiu num local isolado do bosque um convento chamado ermo, que até hoje atrai peregrinos. Lá João José podia se retirar para rezar.

Trabalhando de forma muito ativa, conseguiu também construir o convento de Granelo, em Nápoles. São João José era muito rígido em sua rotina religiosa. Fazia apenas uma refeição por dia, e comia pouco, dormia poucas horas e tinha o hábito de levantar à meia noite para agradecer a Deus pelo novo dia.

Fugiu das honras eclesiásticas e chegou a viver como eremita para exercitar a penitência e a oração. Era muito conhecido entre o povo por sua humildade. As pessoas já o consideravam um santo. Tinha extrema dedicação aos pobres e doentes. Ele mesmo fazia questão de ser pobre tanto materialmente quanto na personalidade, assim como São Francisco, seu grande modelo.

Seu quarto tinha como mobília apenas um crucifixo, uma imagem de Nossa Senhora e uma cama feita com dois pedaços de couro e uma coberta de lã. Suas vestes era um hábito que usou durante 65 anos, até sua morte.

Foi eleito provincial e depois ministro geral da Ordem Franciscana. Ajudou o ramo Alcantariano da Ordem, ao qual pertencia, a difundir-se de norte à sul pela Itália. Esse braço da espiritualidade franciscana nasceu de uma reforma promovida por São Pedro de Alcântara.

De toda a região de Piemonte vinham numerosos grupos de pessoas ao convento procurando por São João José para serem curadas por ele.

Sua fama de santidade chegou aos ouvidos da Santa Sé. Sob o carisma alcantariano, regressou ao convento de Santa Lúcia, que na juventude havia sido sua porta de entrada para a Ordem Franciscana. Nesse convento viveu durante mais doze anos, sempre na austeridade e buscando a santidade.

Segundo os registros da época, Deus operou através de São João José muitos prodígios e curas em favor dos pobres e doentes. Viveu seus últimos anos deixando esses extraordinários sinais para o mundo.

Faleceu no dia 05 de março de 1734. Sepultado no convento de Santa Lúcia, foi beatificado pelo Papa Gregório XVI em 1839. Seus restos mortais depois foram levados para um convento franciscano na ilha de Ísquia, sua terra natal.

É invocado como padroeiro daqueles que desejam obter o dom da obediência.

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